Vai pensando…

Todo mundo acha que será um sobrevivente num apocalipse zumbi. Não um dos zumbis.
Todo mundo acha que é uma das vítimas da injustiça social.
Todo mundo acha que é bom.
Vai achando que você está do lado do bem no momento do “expurgo do mal”… vai achando… Quem vai expurgar será apenas aquele que conseguiu tomar o poder. Sem bem nem mal… apenas com interesses próprios.
Tome decisões de adulto com cabeça de criança para ver a merda que vai dar…

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Diz muito mais

Sempre considerei o E DAÍ? muito mais eloquente e relevante do que o FODA-SE.

O E DAÍ? é um questionamento, uma exigência e/ou um convite à reflexão. Sujeito te fala uma bobagem inútil e você diz E DAÍ? e ele terá que enfrentar, mesmo inconscientemente, a inutilidade e a bobeira do que disse. O E DAÍ? é um desafio a colocar luz da lógica sobre a bobagem.

O FODA-SE! é isso. Termina aí. É um convite a que o idiota se afaste. É eficiente para evitar estresse, mas costuma ter consequências a longo prazo. Porque o idiota volta. Sem reflexão, sem esperança.

O FODA-SE! é libertador. Mas só o E DAÍ? pode oferecer uma esperança de desconstrução.

Envelheci? Certamente. Mas não tão mal

Gente… eu definitivamente estou ficando velho. É oficial.
Dei uma rodada na TL. Apareceu o anúncio de uma animação dos Thundercats para estrear em 2019. Achei engraçadinha, bonitinha… não sei se vai ter história legal, mas como saber? O diretor está falando que terá comédia e ação. Se eu tiver oportunidade, talvez confira. Acho meio nostálgico demais ficar revisitando franquia antiga, mas… ok, não é nenhum pecado. Se ficar bacana, por que não?
E é isso!
De boa, sem querer dar uma de gostosão, mas acho essa opinião bem sensata e tranquila. Sem estresse, sem dar mais atenção do que merece, enfim…
Aí, rodo mais um pouquinho a TL e é aí que me sinto velho. Porque estou ficando intolerante, irritadiço… sei lá! É gente reclamando pacaray… que “não pode”, que “estragou a infância”, que “quando eu era criança é que era legal…”
Ah, povo…
Vai viver.
Não curtiu? Não assista!
“Ah, mas esta geração mimimi vai conhecer os thundercats nesse desenho e achar que é assim…” E daí? Você é dono da marca? Não. E quem falou que você tem o direito de decidir o que uma geração deve ou não pensar de uma porra de um desenho? UM DESENHO!!
“Estragou minha infância”… É um desenho, não uma máquina do tempo! Ninguém tá voltando para 1988 pra ferrar suas manhãs de desenho na TV.
Por isso que acho que estou ficando velho. Perdi paciência para essa tentativa infantil de cagação de regra.
Vou repetir. É UMA PORRA DE UM DESENHO! Vai mudar o que na sua vida? Nada!! Deixa a galera que quiser ver, ver. Deixa a galera (principalmente) que está trabalhando nele, trabalhar e fazer seu ganha-pão…
Mania de achar que cultura pop é intocável, sagrada e sei lá mais o quê…

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A quantas andam as coisas

Entre o final de 2017 e início de 2018, impus-me uma meta: reeditar meus dois primeiros livros.

Não entremos na discussão sobre revisitar trabalhos, por favor. Acredito que, enquanto o autor estiver vivo, tem todo o direito de rever sua obra e trabalhar para que ela melhore. Já pensei diferente, mas mudar faz parte da melhora…

Anardeus não teve tantas mudanças. Umas frases aqui, outras ali. Ainda é um trabalho que me satisfaz.

Com Cira foi diferente. Eu praticamente reescrevi o livro. Nada mas justo, já que foi meu primeiro. Muito amadurecimento aconteceu em oito anos…

Eu cortei algumas coisas, acrescentei outras, ajustei o livro para um público mais amplo (agora, jovens e adolescentes podem ler sem problemas). Também acrescentei alguns contos, que ampliam a experiência do leitor. O livro já não se chama mais Cira e o Velho. Agora, é só Cira. Cira e o Velho é apenas o nome da história de origem de minha personagem.

O que está acontecendo com este novo livro de Cira não é algo a se mencionar agora. Discrição típica de profissionais… Mas espero lança-lo o quanto antes.

A nova edição de Anardeus já está disponível na Amazon, em formato digital. Em breve, também estará na Saraiva (e-book também). O impresso vai demorar um pouco.

Também estou com um novo livro pronto. Um juvenil que conta a história de uma menina que encontra anjinho em seu quintal e o coloca em uma gaiola… Desconfio que vocês vão gostar desse…

O silêncio nem sempre é ouro

Gente… De boa? Dizer que falar mal do Bolsonaro só aumenta a visibilidade dele é e sempre foi bobagem. Durante todo o tempo em que vocês tentaram ignorá-lo, os seguidores e afins foram bombardeando as redes sociais, grupos e internet com propaganda. O que fez ele crescer não é quem denuncia, é o barulho de quem glorifica.
Outro motivo para o crescimento dele, e é isso que me assusta, é como o povo ignora e/ou apoia a falácia e as atrocidades que ele vocifera e prega. Isso é que deveria nos preocupar. A todos. Porque mostra que temos um problema de percepção de humanidade se espalhando.

Extremos

Vou deixar clara minha posição. Sou contra o extremismo.
Bolsonaro é um candidato extremista. Seu discurso é abertamente corrosivo e fascista. Sou contra ele, seu discurso, o que ele representa e defende. Até agora, não vi uma única ideia, uma única frase dele que não merecesse repúdio. E olha que até relógio quebrado acerta a hora duas vezes por dia…
Em minha posição anti-maniqueismo, abro uma única exceção, que é para seguidores e defensores deste senhor, pois questiono o caráter dessas pessoas.
E acredito que a tolerância que se tem demonstrado ao discurso intolerante cobrará um preço muito caro até dos que se calam hoje, como aconteceu muitas vezes na história mundial recente.
Aos amigos e demais da direita moderada, séria e comprometida com ideais liberais, peço que analisem com seriedade e bom senso o crescimento dessa cobra. Depois, pode ser tarde demais para aplicar o soro…
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É provável que alguém venha questionar sobre minha posição em relação às extrema esquerda. Por isso, adianto-me. Eu disse que sou contra extremismo. Isso já deveria conter a resposta.