Fechando o Escrevivendo

Desde 2015, eu e a Giulia Moon temos ministrado aulas de escrita criativa. Usamos métodos que desenvolvemos ao longo de nossa carreira, assim como um alicerce de condutas. Demos o nome de Escrevivendo. Durante esse tempo, encontramos vários talentos. Alguns até publicaram, vejam só.

Mas chegamos à conclusão de que era hora de mudar o curso. Destruir para construir. O Escrevivendo não vai existir mais.

Calma!

Vamos continuar a dar curso. Só vamos repaginar a metodologia e dar um novo nome.

Mas não queríamos fechar o Escrevivendo assim, sem alarde, sem uma apoteose. Então, criamos o Projeto Fantástica. Uma coletânea de contos para os alunos do Escrevivendo.

Foram alguns meses de trabalho árduo, com 21 autores. Mas está pronto.

Em Novembro, faremos um evento na Biblioteca Viriato Correa, aqui em São Paulo. Fica perto do metrô Vila Mariana. Para quem não sabe onde é, só clicar aqui.

Será no dia 11 de novembro, a partir de umas 13 ou 15H (ainda estamos combinando direitinho).

A capa do livro é esta aqui:

fantasticas - capa.jpg

Os participantes são (pela ordem de aparição no livro):

Bruno Catão
Dany Fernandez
Cristina Vieira
Daniel Constantini
Josy Santos
Paulo Vitor
Alessandra Morales
Walter Tierno
Cesar Sinicio
Victor Bertazzo
Dimitrius H. Alves
Robson Andrade
Fernando Molina
Amanda Jordão
Mariana Albuquerque
Ana Paula de Souza
Carlos Sanches
Allana Machado
J. B. Alves
Renata Brito
Bruno Melo
Felipe Amaral
Giulia Moon

Ele será publicado pela Giz Editorial e estará disponível em livrarias. Só que a tiragem é pequena, então aconselho a garantir logo o seu, principalmente se você for de SP…

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Um post pessoal

Este post foi publicado originalmente no Facebook:

Não costumo falar de minha vida pessoal aqui no Face (contrariando o que me falaram lá no Sarhah…). Mas sou uma pessoa, não uma máquina. Então, algumas coisas que escolho compartilhar por aqui acabam tendo um aspecto pessoal. Afinal, falo dos meus gatos, da minha filha e falava bastante sobre meu casamento.
Muita gente do meu convívio e até uma galera aqui do Face já sabe, mas acho que chegou a hora de tornar isso oficial.
Eu e Veri nos divorciamos.
Não houve briga e nossa relação com a Catarina está preservada. Claro que ela sente o peso de não ter mais pai e mãe sobre o mesmo teto, mas nunca passou, nem passa pelo trauma de ver os pais brigando. Ela só recebeu, recebe e receberá amor.
Tudo foi civilizado, amigável e, na medida do possível, tranquilo. Claro que houve sofrimento e lágrimas. Uma relação de 15 anos que acaba é sempre dolorido.
Mas nada de “lados” aqui. Ninguém fez nada de errado. A vida é assim, algumas coisas acabam antes da hora. Paciência…
Continuo a vender os livros da Veri no meu site, ela continua com espaço garantido para publicação na Giz, e continuamos a discutir sobre nossos trabalhos literários e provavelmente ela lerá meus próximos livros antes de vocês. Eu vejo a Catarina com frequência, passeamos bastante e provavelmente vocês logo a verão em eventos comigo. Já está chegando à idade em que aguenta…
E é vida que segue!
.
Observação: Pelamor, não me pergunte se estou “aproveitando a solteirice”. Acho essa pergunta um saco..

#FrasesDeAnardeus

  • Adianta você ignorar as palavras de um imbecil, para menosprezá-lo, se uma legião de imbecis o ouvem? Sabe o que sua superioridade vai resultar quando eles te cercarem para o banquete? Porra nenhuma!

 

  • As duas atividades mais antigas do ser humano são meter e matar outra pessoa. E sempre foram muito ligadas e dependentes uma da outra.

 

  • Desejar a morte de alguém não é querer vingança. É esperar que a memória também morra. Seja por ódio ou por amor. Nunca dá certo. Mas quem liga? Fiquemos com a vingança.

 

  • Morte nunca é bonita. Então, por que não ser, além de feia, espetacular?

 

  • Passado é um troço grudento, que fica correndo atrás de você, enchendo o saco. Tudo seria mais fácil se bastasse um coice para todo esse lixo se desprender da memória.

 

  • A esperança pode ser a última que morre. Mas ela morre.

Recado para os colegas literários

Já pensou que louco você acordar um dia e perceber que…
… aquele escritor ou escritora que você tanto curte bancou o primeiro livro, talvez até outros títulos, e que publicação independente não é o capeta?
… editoras e agências não têm obrigação alguma de justificar por que não te aprovaram?
… editoras e agências têm todo o direito de escolherem seus próprios critérios para aprovar um original?
… tomar cuidado com o que é publicado não é censura, mas obrigação do editor?
… matéria sobre ‘leitor sensível” era só pra chamar atenção e conseguir clic?
… deixar seu marido falar com as suas leitoras em um vídeo pode ser a maior cagada de toda a sua vida?

Catálogo de mentirosos

Eu preciso começar a listar os tipos de mentirosos/as que consegui catalogar. Quem sabe daria um livro?
– Tem o espelho: É aquela pessoa que sempre desconfia de todo mundo. Sabe aquele sujeito ou sujeita que sempre desconfia de você? Não importa se você está mentindo ou sendo a pessoa mais honesta do mundo. A primeira reação do espelho é achar que você está mentindo. A explicação é simples. Essa pessoa mente paK7. Por isso, acha que todo mundo mente pra ela.
– Tem o compulsório: Esse é resultado de alguma síndrome. Você sempre acaba percebendo, mas demora um pouco. Geralmente, porque a escala das mentiras aumentam conforme você convive, até ficarem fantasiosas demais. Ai, você percebe que muito – ou tudo – que essa pessoa tinha contado antes pode não ser verdade… Já passaram alguns desses pela minha vida. Acho que, por ser bom ouvinte, eles se sentem à vontade e vão jogando as histórias.
– Tem o omisso. Esse aí é do tipo que te dá pouquissima informação, porque acha que assim, a consciência vai ficar leve. Afinal, não está mentindo, só omitindo. Mas é inevitável que, no meio da pouca informação, e para não revelar o essencial, esse mentiroso ou mentirosa acaba enfiando um monte de mentiras.

Estamos com muita pressa

Ouvi no rádio uma conversa sobre robôs e como eles vão substituir as pessoas em algumas profissões. Lembrando que não estamos falando só dos robozinhos clássicos, mas também de programas inteligentes.
Em um momento, o entrevistado — desculpe, mas nem sei quem era — deu a seguinte dica: “as pessoas não devem ficar pensando se vão perder o emprego, têm que buscar outras atividades que só humanos possam realizar…” Ele disse que o mundo está mudando com muita rapidez e que as pessoas precisam correr atrás e se adaptar.
Fiquei me perguntando:
1 – Será que, como civilização, como comunidade, como indivíduos, precisamos mesmo nos colocar em uma velocidade que, talvez, a maioria acabe não conseguindo acompanhar? Será que essa tal velocidade é interessante? Será que não estamos queimando etapas?
2 – Imaginei pessoas com minha idade ou mais velhas, que passaram a vida toda se preparando para realizar um tipo de trabalho, um com que sonhava desde sempre, e de repente vem alguém e diz: “Aprenda a fazer outra coisa.” Ninguém que defende o “corra atrás” pensa nos que não querem correr. Que, quer saber, deve ser a maioria, a verdade é essa. Então, quem não quer correr atrás não tem esse direito, será deixado para trás.
E achei engraçado o âncora dizer que as pessoas precisam aprender a se voltar a serem relevantes…
Hein?!
Pensei que as pessoas fossem relevantes e ponto. Porque, afinal de contas, somos uma civilização formada por… PESSOAS!
Lá nas primeiras décadas do século XX, um gênio do cinema levantou bandeira contra a desumanização da sociedade. Charlie Chaplin. Tenho visto, com tristeza, seu discurso se tornar relevante novamente.

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