Comentário de livro – Escrito nas estrelas?

Catarina, como toda criança, tem aquelas fases de descoberta e tentativa de organizar o mundo dentro de conceitos próprios. Numa dessas fases, ela se interessou por horóscopo, num esforço pueril de entender as pessoas através de rótulos simples. Faz parte do crescimento.
E crescimento é a palavra chave para entender e curtir “Escrito nas estrelas?”
Aione entende e se comunica muito bem com o público alvo do livro: feminino, entre 12 e 25 anos.
Jamais entenda público alvo como restrição. Saber se comunicar com um público específico não hermetifica necessariamente a obra e é, em geral, uma grande vantagem.
“Escrito nas estrelas?” Conta a história de Fernanda, uma jovem de 20 e poucos anos, estagiária de um restaurante, prestes a se formar na faculdade e que acabou de levar um pé na bunda do namorado.
A escolha em contar a história em primeira pessoa é perfeita. Aione descreve muito bem a confusão de sentimentos e o mecanismo de escolhas de sua protagonista, que retrata de forma abrangente seu já mencionado público alvo, sem cair no generalismo.
Fernanda, no começo do livro, inventa um projeto pessoal meio absurdo que visa encontrar um novo amor através de combinação de signos e outras variáveis. Ela se concentra em rapazes de sua cidade natal, Mogi, vizinha da capital paulista.
Utilizando toda a estrutura clássica de comédias românticas, Aione construiu um roteiro que, para leitores e escritores experientes, pode não surpreender na forma, mas talvez e provavelmente o faça no conteúdo. Sua protagonista caminha uma trilha de auto descoberta e empoderamento que pode servir de inspiração a muitas leitoras e leitores. O ponto de interrogação do título tem mais significado do que se imagina à primeira vista.
Algumas situações cômicas têm o timming certo de comédia.
Por que mencionei minha filha no começo do texto? Porque provavelmente a presentearei com um exemplar, em breve. E isso diz muito sobre o que achei da pertinência deste livro.

A versão que li foi a disponível em Kindle. Mas você encontra em papel entrando em contato com a autora.

Na Amazon: https://www.amazon.com.br/dp/B07Q6BTDX9/ref=cm_sw_r_cp_apa_hJntFbRP6245F

Titus Pulus

Trouxemos Titus para casa quando ele tinha 6 meses de idade. Foi em 2007 e morávamos, eu e Veri, num apartamento no Tatuapé.
Depois veio Sisko. Mudamos para a rua Augusta e chegou a Jolie.
Depois da separação, os três gatos foram morar comigo. Sisko morreu em 2018, daquele câncer que costuma dar em gatos, onde são vacinados.
No final de 2019, eu trouxe a Jolie e o Titus para morarem com a Rita Calegari e seus gatos. Titus, como era de seu costume, chegou mandando na p@#$a toda, rosnando e botando cada um em seu lugar. Os coitados dos persas, até ontem ainda tinham respeito e um tantinho de medo dele.
Como vocês podem ver numa das historinhas que desenhei com ele, teve alguma complicação, um avc, um tumor ou uma infecção, não sabemos exatamente o quê. Pode até ser a idade, cobrando seu preço. Ele passou os últimos meses sequeladinho. Mas confortável, comia bem, ia ao banheiro e até pedia colo. Mas não era mais o mesmo, claro.
Consideramos um gatinho em sobrevida.
Ontem, ele simplesmente parou de andar e piorou à noite, até parar de se mexer.
Nos despedimos e levamos à veterinária. Ela o sedou e até tentou tratar, colheu sangue. Mas nós sabíamos, eu e Rita, que estava terminando ali. E foi o que aconteceu no começo desta tarde.
Recebi a ligação da veterinária.
Titus viveu bem seus 13 anos. Mudou de casa 4 vezes, era orgulhoso e atacava o prato da Catarina, antes mesmo de ela acabar de comer. Teve um fim suave, sem drama e digno. Dormindo com a lingua levemente pra fora, como costumava fazer.
Foi um bom gatinho e tive sorte de viver esse tempo com ele.

Psicopatas

Se você notou que algo está muito errado em nosso país e sente uma confusão enorme e não entende como as pessoas não vêem o mesmo, não se desespere.

Digo… não se desespere por pensar que é coisa da sua cabeça.

Algo está terrivelmente errado no Brasil e em muitos outros lugares no mundo. EUA passam pela mesma insanidade coletiva. Não por acaso, tanto aqui quanto lá os números de mortes por covid-19 são os maiores do mundo. Nossos dois presidentes não só se mostraram desprovidos de qualquer preparo e/ou capacidade para enfrentar uma das maiores crises sanitárias das últimas décadas, como politizaram a situação e criaram mentiras tão descaradas quanto mortais.

Trump e Bolsonaro são duas faces de uma mesma moeda. Não se deixe enganar pelo sucesso empresarial de Trump, tanto quanto não acredite nas bravatas macho-alfa de Bolsonaro. Ambos são apenas psicopatas. E, como tal, mentirosos, egoístas, manipuladores, imorais e sem vergonha alguma.

Nossos países padecem sob a tutela deles. Aqui, muito mais do que lá, pois a imprensa e uma parte considerável do empresariado e militares encontraram em Bolsonaro uma voz ressonante. Mal sabem que o eco irá destruí-los, tanto quanto ao resto. Porque assim são as relações com psicopatas. Arrasadoras. Não sobra nada.