Minha última, por enquanto

Este post foi publicado originalmente no Facebook:

Estou silencioso, eu sei.
Eu gostaria de manifestar minha opinião sobre o candidato que vocês sabem que abomino. Até para familiares que andei vendo aqui mesmo no Facebook mostrando a mais pura ignorância e apoiando… Viu, primas?
Mas olhem… Venho falando do perigo do crescimento desse merda desde 2016, quando a galera pró impeachment deixou os alucinados fascistas engordarem suas fileiras (para quem não entendeu, refiro-me a neo-nazistas, pró-ditadura, esses doidos). Agora, faltando um mês para eleição, cês correm atrás. Só espero sinceramente que dê tempo.
Gravei um vídeo para o YouTube dizendo que só voltarei a falar disso depois da eleição. Isso, lá no YouTube.
Este aqui é meu último post sobre o “assuntado” aqui no Facebook, pelo menos até depois da eleição.
Já sabemos tudo que o Bolsonaro representa, (ou tenta representar, não por convicção, mas por preguiça e oportunismo, o que é patético, até): Intolerância às minorias sociais, totalitarismo, pró tortura, misoginia, racismo e fobias. E é um apologista da violência.
(E já adianto que não vou perder tempo com quem tenta contrariar tudo isso, porque está tudo devidamente documentado. Portanto, não venha encher o meu saco com papo de merda!)
O que acrescento — embora isso tudo já deveria ser suficiente, mas parece que memória e empatia estão em falta no cardápio brasileiro — é isto: eu lembro muito bem que, no finalzinho dos anos 80, o povo elegeu um outro oportunista. Um bem parecido com o de hoje. Ambos, despreparados e cuzões. Ambos, cachorros correndo atrás de rodas de automóveis que, quando (e se) alcançam, não sabem o que fazer.
Collor pegou um país quebrado e o quebrou mais. “Ah, mas ele abriu importação”, alguém vai dizer, porque alguém sempre diz. Faça o seguinte, caso pense assim: enfie o Lada em seu cu e vá sentar lá no canto para tentar lembrar em que merda estávamos mergulhados nos primeiros anos da década de 90. Como estava a inflação e o sucateamento social? Em que pé estava nossa indústria? Não lembra? Pois refresco sua memória: o Brasil estava na beiradinha do abismo.
Bolsonaro, se eleito presidente, pegará um país em frangalhos. Só que ele não sabe administrar nem banca de limonada. Não tem coragem pra porra nenhuma, apesar de toda a bravata e o circo retórico. E só pensa nele. Isso pra dizer o mínimo. Talvez você pense que o país não pode afundar mais. Pode, e muito.
Bolsonaro simplesmente reúne tudo o que há de mais errado na política e na falta crônica de moral e civilidade de um povo. Num país de politiqueiros merdas, reconheço que há de se admirar sua capacidade para ir ainda mais baixo no nível.
Anexos:
1- Eu não sou tolerante com a imbecilidade. Todos que compartilham conteúdo ou manifestam muito apoio, eu excluo do meu círculo sumariamente. Não estou nem aí. Tirando algumas poucas pessoas que, quando eu tiver oportunidade, vou dar uma boa bronca pessoalmente.
2- não sou, automaticamente, eleitor do PT. Nem da esquerda você pode dizer que sou, porque nunca manifestei minha direção política, e provavelmente nunca o farei. Então, antes de vir falar merda, saiba que te mandarei ir tomar no cu…
3- em quem vou votar? Isso é entre eu, minha consciência e a urna. E não, não falarei de outros candidatos. Já disse e repito: Bolsonaro é um problema humano. Não partidário…

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