O trem

Há pouco mais de vinte anos, quando acesso à informação não era lá essas coisas, era até compreensível que as pessoas tivessem fontes restritas ao que conseguissem alcançar.
Com a internet, a informação tornou-se, teoricamente, acessível a todos. Assim como pontos de vista. Então vieram os logaritmos, a facilidade em se fechar em seus interesses, suas cavernas particulares.
Um paradoxo. Nunca se teve um mundo tão aberto. E talvez nunca as pessoas estiveram tão centradas em seus umbigos.
Os caminhos que o Brasil tem aberto para os próximos anos é fruto do consumo intelectual do: “gosto disto e é isto que vou ler/ouvir, assistir a… E dane-se, lacrei!”
Chegou o momento de desconfortar-se. De pensar sem preguiça. De questionar. Ou a luz que veremos no final do túnel não será a esperança. Será o farol do trem que vai nos destroçar.

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