Babaquices

Sobre os vídeos dos brasileiros que gastaram uma grana para irem até a Rússia para agirem como moleques babacas, algumas considerações gerais:
1- Acho incrível como as pessoas não sabem pedir desculpas. Por que dizem “a quem se sentiu ofendido”? É como se a culpa da ofensa fosse do ofendido. Gente, saiba: quando você tentar se desculpar, não use o “por você ter se ofendido”. É o mesmo que dar um murro na cara da pessoa e dizer: “desculpe por sua face ter atingido minha mão”. Já aviso que, se um dia alguém se desculpar desse jeito comigo, mando ir tomar naquele lugar na hora…
2- O mundo não está mais chato. Para de falar isso. As pessoas sempre tiveram essa opinião sobre piadas e brincadeiras babacas. O que acontece diferente de quando você acha que o mundo não era chato é que não existia internet nem redes sociais para as repostas às suas brincadeiras e piadas babacas receberem respostas diretas. As pessoas sempre te acharam babaca. A informação só não chegava até você.
3- Fazer alguém que não sabe sua língua falar bobagem, gravar isso em vídeo e botar em rede social: jura mesmo que em nenhum momento te passou pela cabeça que não era uma boa idéia? Então, você precisa muito, muito mesmo, rever seus valores de vida e sua forma de se portar frente à sociedade.
4- Eu acho interessante como pessoas que fazem babaquices batem no peito para dizer que, quando crianças, aprenderam a ter casca grossa, chamam os outros de mimados e fracos… Cara, se você faz uma babaquice dessas quando adulto, é sinal que, quando criança, você não recebeu educação nenhuma em casa. O mimado é você! Se eu fizesse uma merda dessas quando moleque, meu pai teria me dado uma bronca que eu ficaria um mês com vergonha de sair na rua (meu pai nunca me bateu, quem sabe inspirar respeito não precisa levantar a mão).
5- “Ah, mas se fossem mulheres fazendo isso com um cara, levando ele a dizer que tem pinto pequeno, ninguém falaria nada…” Em primeiro lugar, você já viu isso? Na boa, vamos convir, homem tem uma vocação bem maior para fazer babaquice… Em segundo lugar, o nome desse argumento falacioso é Falsa Simetria.

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Amor

Desculpas aos adeptos de frases motivacionais, mas não consigo mesmo entender as tais: “você tem que se amar, em primeiro lugar”, ou “o amor mais importante é o que tem por si”…
Meu… Eu já me amo há um bom tempo.
Quer saber?
Eu realmente não acho que o grande problema hoje seja a falta de amor próprio. Acho que é excesso de amor por si e falta de amor pelos outros.

Sobre aplicativos de paquera

Desde que separei, não tive um relacionamento fixo. Sabe, esses com compromisso? Isso… Namoro. Pois é. Não que essa seja uma situação desconhecida. Antes de casar, eu tinha ficado uns anos na completa seca… Aliás, aí está um dos motivos (não o principal, claro) por que não queria separar. A dificuldade em achar outra pessoa, o jogo de paquera, essa merda toda para a qual, confesso, nunca tive muita paciência…

Mas, vida que segue, lá vou eu. Para a balada? Nunca foi meu forte. Bom… Não sei dizer se nesse lance todo de relacionamento, alguma vez, eu tive um ponto forte. Mas, entre as fraquezas, eis a maior…

Enfim…

Excluindo baladas (que não frequento), escola (faz tempo…) e trabalho (ainda estou buscando um trampo formal, fica a dica, meu currículo segue no final deste post), não sobra muitos lugares para conhecer mulheres que estejam disponíveis.

Sobrou a internet.

E é aí que entram os aplicativos de paquera, que é o assunto principal deste post. O quanto eles são irritantes. Na verdade, nem o aplicativo é irritante. Alguns são realmente bons. Senas pessoas usassem direitinho, seriam ótimos.

Pois é. Pessoas criam coisas incríveis. E também criam formas incríveis de estragar as coisas.

Algumas amigas já me mostraram e contaram sobre como a maioria dos homens se comportam nos aplicativos. É de chorar de riso nervoso. Mas deixo para elas contarem em seus perfis, blogs e prints. Meu resmungo aqui será de meu ponto de vista: homem cis, hétero, solteiro, acima dos 40 (cara de 50), que quer uma namorada.

(Lembrando que, apesar de muito baseada na verdade, este post tem intenção de divertir. Então, relaxe)

Vamos à lista das coisas que me irritam. Vou usar aqui o Tinder. Já houve quem me dissesse que a efetividade do aplicativo depende de seu objetivo. Eu digo que, pra começar, se o objetivo do aplicativo é ser um facilitador de encontros, a efetividade não depende exatamente dele. Depende de como as pessoas o utilizam. Então, o irritante não é o aplicativo… São as pessoas.

Vou partir do pressuposto que você conhece a funcionalidade do aplicativo. Se não conhece, vá explorar, se não este post não terá graça para você…

1- Estão lá os espaços para algumas fotos e alguns caracteres para você fazer uma breve apresentação de si. Tem até como linkar seu Spotify e algumas fotos do Instagram. Pois fico puto como tem gente que usa tão poucos desses recursos. Tem quem coloque só uma foto de paisagem. Uma 🗻. Ou uma frase motivacional. Ou uma foto de qualquer outra coisa que não seu simples rosto. Quem, no mundo físico, paquera com uma montanha no lugar da cabeça?! Ou com uma placa com meme na cara?

2- Fico intrigado com a descrição que não dá nenhuma informação. Poxa, é um recurso a mais, uma vantagem em relação ao mundo físico. Você já pode deixar clara sua intenção, algum limite é até preferências. Por que não aproveitar? Muito mais fácil para começar uma conversa. Mas tem algo mais irritante do que as mudas. São as que colocam só o desafio: “Seja criativo, não fique fazendo perguntas”. Não sei vocês, mas além de hackear, stalkear e revirar o lixo, a única forma que sei para conhecer alguém é perguntando!

3- Eu realmente queria saber se há um manual que diz que, se você vai escrever uma descrição no Tinder, tem que incluir “gosto de viajar e vinho”. Ô hábitos populares…

4- Não é necessariamente irritante, mas é engraçado como alguns caras não sabem configurar seus perfis e aparecem para quem está procurando mulheres. Vira e mexe aparece fulano…

Quando eu for lembrando outras coisas irritantes, adicionarei aqui. Então, este é um post em constante atualização.

E, como prometi lá no começo, segue meu currículo:

Experiência profissional
• Editor e diagramador na Giz Editorial, sendo responsável pela produção de livros de ficção, desde 2013. Atualmente, prestando serviço sem vínculo empregatício.
• Diretor de arte, atendendo principalmente clientes da indústria farmacêutica, na Jimenez Associados. De 2000 a 2011.
• Criação e execução de peças publicitárias como malas-diretas, folhetos, anúncios, logotipos, story-boards, catálogos, jornais de empresa etc. na MBC Marketing e Propaganda. De 1993 a 2000.
• Arte-finalista e diagramador de livros didáticos na Atual Editora. Regime freelance durante 4 meses entre 1992 e 1993.
• Criação, layout e arte-finalização de capas de livros. Ilustrações e diagramação variados. Editora Maltese. De 1989 a 1992.

Outros projetos realizados
• Autoria de dois livros de colorir: “Amor em todas as cores” e “De pai para filho” (o primeiro teve venda de 35 mil exemplares nos 6 primeiros meses).
• Escritor, autor de 3 livros (dois publicados pela Giz e um pela Verus, selo do Grupo Editorial Record)
• Criação de capas e produção de ilustrações para diversos livros da Giz Editorial.
• Cartuns, charges e palavras cruzadas no jornal Voz do Bairro.
• Criação e produção visual e gráfica de peças promocionais para o grupo e escola de teatro Catarse. Cartazes, ingressos, convites, banners e programas.
• Exposição de caricaturas e charges no restaurante Bella Blú, no mezanino do The Flat Plazza Service.
• Ilustrações, concepção visual e co-autoria de texto do livro infantil Tyngo conta a história de Mary Ward.

Formação acadêmica
• Formado pela Faculdade de Comunicação Social (Jornalismo) na Universidade São Judas Tadeu.
• Técnico em Artes Gráficas, com especialização em Programação Visual Gráfica, pela Escola Senai Theobaldo De Nigris.

Aptidões profissionais
• Operação plena dos principais programas gráficos (Indesign, Photoshop, Ilustrator e CorelDraw)
• Experiência e capacitação em ilustrações. Bom traço à mão livre.
• Apto a acompanhar todo o processo de produção visual e gráfica.
Experiência profissional
• Editor e diagramador na Giz Editorial, sendo responsável pela produção de livros de ficção, desde 2013. Atualmente, prestando serviço sem vínculo empregatício.
• Diretor de arte, atendendo principalmente clientes da indústria farmacêutica, na Jimenez Associados. De 2000 a 2011.
• Criação e execução de peças publicitárias como malas-diretas, folhetos, anúncios, logotipos, story-boards, catálogos, jornais de empresa etc. na MBC Marketing e Propaganda. De 1993 a 2000.
• Arte-finalista e diagramador de livros didáticos na Atual Editora. Regime freelance durante 4 meses entre 1992 e 1993.
• Criação, layout e arte-finalização de capas de livros. Ilustrações e diagramação variados. Editora Maltese. De 1989 a 1992.
Outros projetos realizados
• Autoria de dois livros de colorir: “Amor em todas as cores” e “De pai para filho” (o primeiro teve venda de 35 mil exemplares nos 6 primeiros meses).
• Escritor, autor de 3 livros (dois publicados pela Giz e um pela Verus, selo do Grupo Editorial Record)
• Criação de capas e produção de ilustrações para diversos livros da Giz Editorial.
• Cartuns, charges e palavras cruzadas no jornal Voz do Bairro.
• Criação e produção visual e gráfica de peças promocionais para o grupo e escola de teatro Catarse. Cartazes, ingressos, convites, banners e programas.
• Exposição de caricaturas e charges no restaurante Bella Blú, no mezanino do The Flat Plazza Service.
• Ilustrações, concepção visual e co-autoria de texto do livro infantil Tyngo conta a história de Mary Ward.
Formação acadêmica
• Formado pela Faculdade de Comunicação Social (Jornalismo) na Universidade São Judas Tadeu.
• Técnico em Artes Gráficas, com especialização em Programação Visual Gráfica, pela Escola Senai Theobaldo De Nigris.
Aptidões profissionais
• Operação plena dos principais programas gráficos (Indesign, Photoshop, Ilustrator e CorelDraw)
• Experiência e capacitação em ilustrações. Bom traço à mão livre.
• Apto a acompanhar todo o processo de produção visual e gráfica.

Felicidade

Pela minha experiência, felicidade é uma coisa engraçada e contraditória. É simples e complexa. Não acredito na felicidade constante. Acredito em momentos de percepção de felicidade. E não acredito que seja algo a ser perseguido. Você vivencia e pronto, dependendo de sua sorte e de sua honestidade consigo. E, em momento algum, ela pode ser medida por olhos que não os seus.

Frescurites

Outfit é o mesmo que “roupa de sair?”
Se for, por que falar “roupa de sair” é antiquado, brega e risível e outfit, que até onde vi, tem o mesmo conceito, é legal, moderninho? Só porque é inglês, falae…
Certeza que, daqui a pouco, vão inventar um jeito “cool” de falar “arroz, feijão e mistura”. E alguém ainda vai inventar um restaurante com esse prato (em inglês, claro) e vender cada um por 300 contos…
.
Ricebean & others.

Crianças

Manja quado a criança faz uma merda, tenta consertar fazendo outra maior, e depois outra? Aí, percebe que não consegue e chama o pai ou a mãe.
Pois é…
O brasileiro é meio assim.
Agora, chegou na hora de chamar pai ou mãe e acha que são os militares.
Só que o resultado, se eles responderem, não vai ser arrumar a bagunça e dar uns tapinhas na bunda… Será uma merda ainda maior.

Sobre o vídeo de resposta do caminhoneiro

Tem muita gente idolatrando a resposta do caminhoneiro ao vídeo da Sherazade. Eu fiquei preocupado, na verdade. Por vários motivos. Pra começar, como sempre, Raquel diz bobagens disfarçadas com retórica pseudoculta, MAS nem tudo o que ela diz é sandice (ok, uma boa parte, mas não é sobre isso que quero falar). A resposta do caminhoneiro, antes de um tal “lacre”, como muitos dizem, é, na verdade, um retrato perturbador de um raciocínio generalizado que se espalha pela população de hoje. E não só nos brasileiros, mas no mundo.
O caminhoneiro, logo no começo, demonstra sua clara ignorância de que Raquel Sherazade é uma defensora assumida e conhecida de pautas de direita, não de esquerda, como ele diz. “Ah, mas ele não sabe, nem conhece ela” Mais preocupante ainda, porque mostra o discurso viciado: “se não concorda comigo, é esquerdista maldita, comunista”.
Nem vou entrar no mérito de que, quando ele tenta rebater os argumentos da jornalista, entra em mar de contradições, deixo isso para sua capacidade de interpretação.
O resto do vídeo, sim, é o que mais me incomoda. Um ataque furioso a quem argumenta, não ao argumento. Uma sinfonia de xingamentos, misoginia e até arrogância. Gostaria que meus amigos que estão glorificando aquele vídeo pensassem melhor. Antes de uma resposta, é um ataque. Mais que argumentos, é um discurso violento. E um reflexo de ideologias que podem estar se espalhando nem tão silenciosamente assim, mas livremente, por redes sociais e grupos de WhatsApp.
E digo mais sobre uma reivindicação que tem ganhado força: o exército foi colocado na jogada. Há uns 40 anos, também. E, naquela época, inspirados por um apoio irracional e crescente, assumiram o papel de protagonistas. E deu no que deu.
Anexo: desculpem se não linkei os vídeos. Mas a primeira coisa que aconteceu quando publiquei esta postagem foi alguém ignorar minha crítica e prestar atenção só aos vídeos (e glorificou…😓) Então… Se você tiver curiosidade em saber do que estou falando, faça uma pesquisinha rápida.