Morte lenta

Estamos viciados na felicidade e na tristeza virtuais e no amor superficial e passageiro das relações derretidas. E chamamos tudo isso de liberdade.
E ainda nos achamos sabichões e sabichonas.
Pois estamos só deixando que máquinas e pessoas de almas pequenas fodam nossas cabeças.
Isso não é liberdade. É só morte lenta.

Leviandade

Outro dia pergutaram-me o que eu achava de uma pessoa.
Recusei responder.
Opinar sobre alguém é um julgamento.
E julgar é um negócio que deveria ser levado muito a sério.
Fazer qualquer coisa que deveria ser levada a sério sem o máximo de cuidado é o que se dá o nome de leviandade.
Uma das coisas que toda pessoa deveria ter muito receio de ser é leviana.

Uvas e raposa

Eu até ia comentar como estou achando dificil encontrar um novo amor…
Mas quer saber?
Foda-se!
Não adianta ficar por aí se lamentando. Se você faz tudo direitinho, se dispõem e se permite, e mesmo assim a vida não contribui, o acaso não aproxima, as expectativas não encaixam… pra que dar murro em ponta de faca?
Tem hora que o melhor é deixar a vida fluir do jeitim que ela quiser.
Se tiver que rolar… vai rolar…
E se não rolar…
Bom…
Sempre tem a desculpa das uvas verdes da raposa, só pra disfarçar a frustração……

Tchau, Stan

Tenho poucos ídolos. Qualquer um entre eles que nos deixe me entristece de verdade. Stan Lee era um. Claro… deve ter feito muita cagada no meio do caminho… mas era um ser humano, cazzo! E o cara criou ou ajudou a criar verdadeiros ícones da ficção. Personagens com quem me familiarizei desde criança. E que curto até hoje. E não estou sozinho nisso. Aliás, se tem uma coisa que não é possível é curtir os personagens da Marvel sozinho! Conquistaram o mundo. Merecidamente.
Stan Lee deixa um legado de respeito. Como criador, roteirista e editor.
Se me perguntarem, direi que, mesmo tendo 95 anos, foi cedo demais.
#RipStanLee #Excelsior

Pitaco

Por ser adepto do “tem algo a dizer, fale em seu espaço, não vá nos comentários dos outros”, vou dar meu pitaco aqui sobre Lei Rouanet. E será a última vez, prometo.
Primeiro: talvez ela beneficie quem não merece ou que mereça menos? Não sei. É relativo e, no mínimo, precisaríamos de uma analise mais profunda para ter uma ideia. Sem isso, é achismo.
Já o discurso de “renúncia, era um dinheiro que deveria ter entrado… rombo…” e principalmente: “beneficia só artista esquerdista…” isso tudo já me encheu o saco. Quem diz isso deveria apresentar planilha explicativa com rombo exato, porcentagem, quanto de esquerdismo se beneficiou… se não, é mais achismo. E enfiem seus achismos… na sacola…
Leis de INCENTIVO à arte e à cultura servem para: deixar projetos mais acessíveis à população e tornar possível a produção de projetos que, mesmo muito relevantes, paradoxalmente, não teriam tanto apelo comercial. Querem reformar a lei? Visem isso. Não uma suposta lei de mercado ou qualquer outra balela neo liberal.
Sério! Pensem mais antes de vir com o papinho de “lei de mercado”. Isso enche o saco. Comecem a pensar melhor no que significa incentivo publico. É o que, ao longo da história, trouxe ao mundo ideias e invenções desacreditadas, que, de outro modo, não existiriam.
Sabe essas maquinas que a maioria de vocês usam para trabalhar e essa rede na qual trocamos estas mensagens? (Computadores e internet). Então… Não foram criadas pelo mercado. Potencializadas e melhoradas, talvez. Mas jamais teriam existido sem o investimento público.
Estado total é idiota, assim como mercado total… quem defende estado minimo só está trocando de deus. E achando, erroneamente, que o proximo olhará por ele… governo não é mãe para cuidar. É uma estrutura que deveriamos cobrar, porque existe (ou deveria) para melhorar a vida de todos.
E mercado sem rédeas é uma selva. Vai você ai pensando que se daria melhor nele para ver em quanto tempo te devoram….