Um post pessoal

Este post foi publicado originalmente no Facebook:

Não costumo falar de minha vida pessoal aqui no Face (contrariando o que me falaram lá no Sarhah…). Mas sou uma pessoa, não uma máquina. Então, algumas coisas que escolho compartilhar por aqui acabam tendo um aspecto pessoal. Afinal, falo dos meus gatos, da minha filha e falava bastante sobre meu casamento.
Muita gente do meu convívio e até uma galera aqui do Face já sabe, mas acho que chegou a hora de tornar isso oficial.
Eu e Veri nos divorciamos.
Não houve briga e nossa relação com a Catarina está preservada. Claro que ela sente o peso de não ter mais pai e mãe sobre o mesmo teto, mas nunca passou, nem passa pelo trauma de ver os pais brigando. Ela só recebeu, recebe e receberá amor.
Tudo foi civilizado, amigável e, na medida do possível, tranquilo. Claro que houve sofrimento e lágrimas. Uma relação de 15 anos que acaba é sempre dolorido.
Mas nada de “lados” aqui. Ninguém fez nada de errado. A vida é assim, algumas coisas acabam antes da hora. Paciência…
Continuo a vender os livros da Veri no meu site, ela continua com espaço garantido para publicação na Giz, e continuamos a discutir sobre nossos trabalhos literários e provavelmente ela lerá meus próximos livros antes de vocês. Eu vejo a Catarina com frequência, passeamos bastante e provavelmente vocês logo a verão em eventos comigo. Já está chegando à idade em que aguenta…
E é vida que segue!
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Observação: Pelamor, não me pergunte se estou “aproveitando a solteirice”. Acho essa pergunta um saco..

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#FrasesDeAnardeus

  • Adianta você ignorar as palavras de um imbecil, para menosprezá-lo, se uma legião de imbecis o ouvem? Sabe o que sua superioridade vai resultar quando eles te cercarem para o banquete? Porra nenhuma!

 

  • As duas atividades mais antigas do ser humano são meter e matar outra pessoa. E sempre foram muito ligadas e dependentes uma da outra.

 

  • Desejar a morte de alguém não é querer vingança. É esperar que a memória também morra. Seja por ódio ou por amor. Nunca dá certo. Mas quem liga? Fiquemos com a vingança.

 

  • Morte nunca é bonita. Então, por que não ser, além de feia, espetacular?

 

  • Passado é um troço grudento, que fica correndo atrás de você, enchendo o saco. Tudo seria mais fácil se bastasse um coice para todo esse lixo se desprender da memória.

 

  • A esperança pode ser a última que morre. Mas ela morre.

Recado para os colegas literários

Já pensou que louco você acordar um dia e perceber que…
… aquele escritor ou escritora que você tanto curte bancou o primeiro livro, talvez até outros títulos, e que publicação independente não é o capeta?
… editoras e agências não têm obrigação alguma de justificar por que não te aprovaram?
… editoras e agências têm todo o direito de escolherem seus próprios critérios para aprovar um original?
… tomar cuidado com o que é publicado não é censura, mas obrigação do editor?
… matéria sobre ‘leitor sensível” era só pra chamar atenção e conseguir clic?
… deixar seu marido falar com as suas leitoras em um vídeo pode ser a maior cagada de toda a sua vida?

Catálogo de mentirosos

Eu preciso começar a listar os tipos de mentirosos/as que consegui catalogar. Quem sabe daria um livro?
– Tem o espelho: É aquela pessoa que sempre desconfia de todo mundo. Sabe aquele sujeito ou sujeita que sempre desconfia de você? Não importa se você está mentindo ou sendo a pessoa mais honesta do mundo. A primeira reação do espelho é achar que você está mentindo. A explicação é simples. Essa pessoa mente paK7. Por isso, acha que todo mundo mente pra ela.
– Tem o compulsório: Esse é resultado de alguma síndrome. Você sempre acaba percebendo, mas demora um pouco. Geralmente, porque a escala das mentiras aumentam conforme você convive, até ficarem fantasiosas demais. Ai, você percebe que muito – ou tudo – que essa pessoa tinha contado antes pode não ser verdade… Já passaram alguns desses pela minha vida. Acho que, por ser bom ouvinte, eles se sentem à vontade e vão jogando as histórias.
– Tem o omisso. Esse aí é do tipo que te dá pouquissima informação, porque acha que assim, a consciência vai ficar leve. Afinal, não está mentindo, só omitindo. Mas é inevitável que, no meio da pouca informação, e para não revelar o essencial, esse mentiroso ou mentirosa acaba enfiando um monte de mentiras.

Estamos com muita pressa

Ouvi no rádio uma conversa sobre robôs e como eles vão substituir as pessoas em algumas profissões. Lembrando que não estamos falando só dos robozinhos clássicos, mas também de programas inteligentes.
Em um momento, o entrevistado — desculpe, mas nem sei quem era — deu a seguinte dica: “as pessoas não devem ficar pensando se vão perder o emprego, têm que buscar outras atividades que só humanos possam realizar…” Ele disse que o mundo está mudando com muita rapidez e que as pessoas precisam correr atrás e se adaptar.
Fiquei me perguntando:
1 – Será que, como civilização, como comunidade, como indivíduos, precisamos mesmo nos colocar em uma velocidade que, talvez, a maioria acabe não conseguindo acompanhar? Será que essa tal velocidade é interessante? Será que não estamos queimando etapas?
2 – Imaginei pessoas com minha idade ou mais velhas, que passaram a vida toda se preparando para realizar um tipo de trabalho, um com que sonhava desde sempre, e de repente vem alguém e diz: “Aprenda a fazer outra coisa.” Ninguém que defende o “corra atrás” pensa nos que não querem correr. Que, quer saber, deve ser a maioria, a verdade é essa. Então, quem não quer correr atrás não tem esse direito, será deixado para trás.
E achei engraçado o âncora dizer que as pessoas precisam aprender a se voltar a serem relevantes…
Hein?!
Pensei que as pessoas fossem relevantes e ponto. Porque, afinal de contas, somos uma civilização formada por… PESSOAS!
Lá nas primeiras décadas do século XX, um gênio do cinema levantou bandeira contra a desumanização da sociedade. Charlie Chaplin. Tenho visto, com tristeza, seu discurso se tornar relevante novamente.

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Debate sobre reforma trabalhista

O governo do presidente Michel Temer está trabalhando pela aprovação de reformas trabalhista e previdenciária. O argumento é que essas reformas são necessárias para recolocar o Brasil no caminho do crescimento.

Muito se tem discutido sobre a efetividade dessas reformas. Não é só achismo, tem gente defendendo e criticando. Embora seja fato notório que o governo Temer atingiu um grau recorde de falta de popularidade. Ninguém está feliz com o sujeito…

Levantei a questão no Facebook. Se as pessoas, independente de suas posições políticas, concordam com essas reformas. Neste post, vou registrar as respostas que obtive – excluindo, obviamente, os que não souberam se portar civilizadamente…

São elas:

Eduardo Arcon (amigo dos tempos do Senai): Eu acho que ninguém gosta do Temer. É um tapa-buraco. O Brasil precisa dele nesse período de transição. Ponto. O Brasil também precisa encarar de vez as reformas que atravancam a nossa economia. 12 ou 13 anos de PT no comando e NADA foi feito a respeito porque sempre haverá prejuízos políticos ao encarar essa missão. Temer já é um morto e será útil para encarar essa tarefa ainda que superficial, porém já é alguma coisa. Se você estudar melhor o que realmente está sendo proposto nas questões previdenciária e trabalhista verá que são mudanças brandas. A greve de ontem foi uma revolta e medição de forças dos sindicatos e não dá população.

José Lopes Agulhô (Facebook): http://www.blogdoagulho.com.br/2017/04/solucionatica.html

Veridiana Maenaka (minha ex-esposa apresentou os seguintes links):

https://theintercept.com/2017/04/28/reforma-trabalhista-fortalece-o-patrao-e-o-trabalhador-nao-vai-ter-a-quem-recorrer/

http://www.huffpostbrasil.com/2017/04/28/uma-juiza-do-trabalho-destacou-8-pontos-polemicos-da-reforma-tra_a_22060117/

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1517834921581652&id=541867679178386&hc_location=ufi

Fracassos

Todo ser vivo está programado para evitar o inevitável, que é o fim de sua existência. Portanto, por ser inevitável, todo ser vivo está fadado ao fracasso. Mesmo que seja o único em toda sua vida. Mas é o mais significativo.

Tenho a impressão que os fracassos são mais numerosos do que o sucesso. Talvez esteja usando um ponto de vista pessoal, porque tenho certeza de que comigo é assim. Mas vai saber…

Outro dia me perguntaram como supero o fracasso (ah, agora você pode entender a inspiração para este post). Sinceramente, não sei se supero fracassos. De todos os tipos, profissionais, amorosos, financeiros.

O que faço é analisar o fracasso o melhor possível, identificar os erros e tentar não repeti-los na próxima tentativa. Outros acontecerão, seguidos de um novo fracasso, minha lista de erros a serem evitados aumentará e chegarei mais próximo do sucesso na próxima tentativa. Até que o alcance. Se isso é superar fracasso, então, aí está minha fórmula. Não é das mais fáceis e rápidas, mas, às vezes, funciona comigo.

Mas se seu conceito de superação de fracasso passa pelo esquecimento, de não se importar, não lamentar, nem ter qualquer rancor, vergonha, frustração, o que seja… então não posso ajudar. Isso eu não consigo. Cada um deixou uma marquinha, uma cicatriz, uma dor.

Ferimentos importantes — e alguns que nem são tanto — deixam cicatriz.